terça-feira, 5 de maio de 2009

"Not Good At Saying Sorry (One More Chance)"



O 99º episódio de Grey's Anatomy mostra-nos o que parece ser a redenção da série, de volta aos velhos paciente-metáfora, e com mais destaque para Meredith do que jamais teve.

Ainda que fosse a protagonista, Meredith Grey nunca teve o mesmo tipo de destaque que Izzie Stevens. Ou mesmo Christina Yang. Ainda que a série ostente seu nome, Meredith nunca fez o tipo "protagonista". Recebia as tramas principais, mas nãoas desenvolvia da mesma forma que Izzie e Christina, a ponto de tornarem-se mais cruciais para a trama do seriado em determinados momentos que a própria protagonista.

Mer é o oposto de Benjamin Linus (Lost) e Emily Prentiss (Criminal Minds). Ambos não são os protagonistas das séries que participam, nem sempre possuem uma trama que lhes dêem destaque. Mas quando o fazem, Michael Emerson e Paget Brewster têm a admirável capacidade de humilhar o resto do elenco em questão de atuação. E quando têm maior destque que os demais, seus episódios cêntricos ficam MUITO acima da média da temporada da série.

Meredith arrasou neste episódio. Superou todas e quaisquer espectativas que eu tinha acerca a promessa deste episódio. A paciente-metáfora da vez foram uma garotinha e sua mãe, ambas vítimas de violência doméstica. A garota, pasmem, atirou no próprio pai 17 vezes! DEZESSETE. Assim que a vi perguntando para a big Grey, pensei "PLÁGIOOO!!! Criminal Minds mostrou um garotinho psicopata uma semana antes". Mas conforme as coisas iam se desenrolando, deu pra ver que o quê de plágio que eu havia detectado era, na verdade, uma bela dose de criatividade que estava faltando há um bom tempo (leia-se meia temporada).

Mas o melhor do episódio foi o Chief. Não aparece muito, e quando aparece, tem a reles função de detonar tudo. Era, claro, fácil apoiar Meredith nessa "briga" - afinal o affair entre Chief e Ellis destruiu a infância dela. Mas ao esclarecer seu ponto de vista, e ao mostrar a Grey que se importava, tornou tudo muito mais fácil.

O reencontro de Thatcher com Lexie e Meredith foi simplesmente o cúmulo. O personagem é capaz de causar uma verdadeira reviravolta na série quando aparece, mas parecia simplesmente impossível que rendesse. O resultado foi a reação de Mer com seu caso - defendeu a menininha porque é o que gostaria que tivessem feito com ela - e a consolidação do affair entre a little Grey e Mark McSteamy como algo sério.

A relação de Callie e Robbins foi outro caso clássico de pacientes-metáfora. Com a "Willow" (para quem não sabe, é "Carvalho"), Torres deu-se conta de que certos sacrifícios deveriam ser feitos a prol de um bem maior. Se ela ainda quisesse pagar o próprio aluguel, n]ao custaria nada mentir sobre o relacuionamento com Arizona. Afinal, já vimos mentiras maiores na série...
Mas o melhor foi ver O'Malley voltar, definitivamente. Mas a vítima da evz foi Yang. No último episódio, foi Karev. Acredito eu, não é necessário detonar um personagem para que outro cresça. Com um elenco talentoso e um roteiro bom como é o de Grey's Anatomy, pode-se ter ao mesmo tempo flexibilidade e destaque.
Então... That's All Folks!
(P.S.: Vou fazer aqui uma review do season finale de Private Practice, pois é o spin-off de Grey's, o episódio foi até bacaninha, e porque eu acredito que hajam leitores deste blog que também gostam de PP)

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