Poderia ter sido uma obra-prima. Poderia ter tido grandes momentos. Poderíamos ter um pouco mais de emoção neste episódio. Poderia ter fechado a janela do Media Player Classic e ter dito "meldels, 4 meses até Addie e cia. me verem de novo." Mas não. Uma péssima condução de roteiro quase conseguiu estragar um episódio que tinha tudo para ser maravilhoso. E, de certa forma e em sua essência, foi. Mas só um pouco.
A trama toda com o Dell me irrita. Sim, ele é bacana, e sim, gosto dele. Mas não dá para ficar batendo na mesma tecla esse tempo todo, né Shonda? Ok, sabemos que ele tem problemas com a ex drogada e que ama a filha, e tudo o mais. Mas não funciona, de forma alguma, dar ao personagem uma essência que ele simplesmente não tem. Não funciona em Private, não funciona em Grey's, não funciona em série alguma.
Addison é o maior problema da série. Sim, acreditem. Apaixonar-se pelo amrido de sua paciente??? Sempre que se sente entediada num relacionamento, ou que as coisas não vão muito bem e que aproveita-se da atração física para satisfazer suas necessidades, as coisas acabam mal. Para ambos os lados - ela e o pobre coitado que estiver no caminho.
Não gosto de Naomi. Ok, melhor amiga da Addison. Ok, dona da clínica. Mas é uma mala irritante e desgastante. Idem para Sam. Mas foi um ato de "coragem" impensável, até mesmo para Sam, declarar-se para Naomi (ou seja: dizer mais do mesmo) na vã esperança de fazê-la permanecer na clínica. E, ainda assim, acredito que será totalmente em vão a tentativa.
Mas o que "bombou" o episódio mesmo foi Violet Turner. Das duas escolhas plausíveis, somente Pete seria aceitável. Ou, em outras palavras, a menos pior. E aí, quando pensamos que a felicidade baterá na porta, é a paciente psicótica. Deu um baita dó, ver que quando ela decide optar por ser feliz, a desgraça aparece para tirar-lhe o filho. E a maior desgraça foi ficar imóvel, sem opção alguma, desprotegida e desprovida de alternativas. Sem Cooper, que pela primeira vez escolheu Charlotte, a namorada, ao invés de Violet, a melhor amiga. E, pela primeira vez, essa foi, sim, a escolha errada a se fazer.
Foi muito cruel e igualmente desumano a forma como Shonda Rhimes desenvolveu essa parte do episódio. Amy Brenneman precisa, muito, de um Emmy, ou um Golden Globe. (empata com a Paget Brewster no meu hall de merecedores que nunca ganharão) Foi simplesmente agoniante a dor da personagem, a ter que asistir o filho ser arrancado de si e, ainda por cima, ter que instruir a maluca interpretada pela Amanda Foreman a tirar o garoto com segurança dali.
Daqui a pouco, comentários do 100º episódio de Grey's Anatomy e seu season finale!

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